(Foto: Ilustrativa)
Debater questões de gênero nas escolas de Juazeiro do Norte é proibido
por lei desde o dia 7 de maio de 2018, data em que foi promulgada a lei
de número 4.853, de autoria dos parlamentares Demontier Agra (PPL),
Damian de Firmino (PRTB) e subscrição de Vieira Neto (Patriota),
aprovada por unanimidade na Câmara.
O tema voltou à tona por conta da coleção de livros paradidáticos
O tema voltou à tona por conta da coleção de livros paradidáticos
“Cultura de Paz”, adquiridos pela secretaria Municipal de Educação
(Seduc) de Juazeiro do Norte. Os autores do documento afirmam que
parte do material vai de encontro à lei e se trata de uma “cartilha de
ideologia de gênero”.
O material “Cultura de Paz”, de acordo com a Seduc, tem como foco
O material “Cultura de Paz”, de acordo com a Seduc, tem como foco
principal o respeito à diversidade em diversos pontos como religião,
raça e sexualidade e o predominante combate ao preconceito.
A discussão sobre diversidade tratada no material “Cultura de Paz”
A discussão sobre diversidade tratada no material “Cultura de Paz”
é baseada na Constituição Federal, onde diz que se deve haver
respeito e igualdade para todos. A Constituição serve ainda de
referência para a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que
fala sobre solidariedade e respeito ao ser humano.
Cartilha Cultura de Paz (Foto: Reprodução)
Casos como o acontecido na última terça-feira, dia 23, quando um
estudante da Urca foi agredido, segundo ele, por ser homossexual e
também votar no candidato do PT nas eleições presidenciais, levaram
a discussão para as redes sociais.
Outro fato de destaque é o feminicídio na Região do Cariri.
Outro fato de destaque é o feminicídio na Região do Cariri.
Como exemplo o caso ocorrido em fevereiro de 2001, em Brejo Santo,
quando o comerciante Sebastião Pereira Leite, de 73, assassinou a
esposa e depois os filhos. Nessa quarta, dia 24, foi o
júri que condenou o assassino a 78 anos de prisão, sendo 24 pelo
assassinato da mulher e mais 27 para cada um dos filhos.
O site Miséria procurou opiniões distintas sobre a temática. A favor da
O site Miséria procurou opiniões distintas sobre a temática. A favor da
lei e contra o debate de gênero nas escolas quem escreveu foi o pastor,
educador e comunicador Francisco Fabiano. A favor de debater sobre
as questões de gênero e contra a lei, a Mestre em Filosofia Ética e
Política e professora universitária Andrea Furtado.
Seguem abaixo os artigos
Favorável a lei e contrário ao debate
Contrário a lei e favorável ao debate
Seguem abaixo os artigos
Favorável a lei e contrário ao debate
Contrário a lei e favorável ao debate
Por João Boaventura Neto
Miséria.com.br
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