No cargo desde o dia 30 de maio, Ítalo Brito (PP), prefeito de Nova Olinda, teria pedido ao empresário Gilmar Tenório de Alencar, responsável pela coleta de lixo, que demitisse os funcionários para que outras pessoas ligadas ao prefeito fossem contra (Foto: Agência Miséria)
No cargo desde o dia 30 de maio, Ítalo Brito (PP), prefeito de Nova Olinda, teria pedido ao empresário Gilmar Tenório de Alencar, responsável pela coleta de lixo, que demitisse os funcionários para que outras pessoas ligadas ao prefeito fossem contratadas nas funções de gari e motorista.
A acusação foi feita nesta terça-feira (23) pelo próprio empresário, em conversa por telefone com um repórter do Miséria. Ítalo teria chamado Tenório ao gabinete três dias após a posse, em junho, e "pedido a cabeça" dos colaboradores da Construtora Cruz e Tenório.
"Tenho 13 empregados, todos com carteira assinada, não poderia demitir todos de uma vez assim", disse o gestor da empresa. Como "represália", o prefeito teria atrasado o pagamento do dia 30 de junho, em aberto até hoje. Uma nova empresa foi contratada para coleta de lixo.
A Cruz e Tenório prestava serviço de coleta, poda de árvores e locação em Nova Olinda há cerca de quatro anos, quando a gestão era do ex-prefeito Afonso Sampaio (PSD), cassado após processo na Câmara Municipal.
O contrato era de cerca de R$ 75 mil mensais e com vigência até 31 de dezembro deste ano. O relato do atraso de pagamento não foi à Justiça, mas o empresário estuda acionar o advogado caso a prefeitura não quite o salário dos colaboradores.
Outro lado
A prefeitura de Nova Olinda confirmou que o repasse do dia 30 de junho não foi feito. A versão da assessoria é de que a empresa não teria executado todo o serviço de coleta com o caminhão compactador de lixo naquele mês, e por isso não realizou o pagamento.
"O empresário apresentou notas fiscais do serviço ao departamento de compras, mas foi verificado que a coleta não havia sido feita em comunidades afastadas do Centro, como Pedra Branca e Triunfo", relatou o assessor. Disse ainda que a constatação teria sido feita através de moradores, mas não especificou como ocorreu a comprovação.
O representante da gestão afirmou ainda que uma representação havia sido feita no Ministério Público,relatando indícios de irregularidades no contrato entre a empresa e a gestão de Afonso Sampaio. Não foi enviado, no entanto, a cópia deste documento até o fechamento desta matéria.
Quanto a contratação da nova empresa de coleta de lixo, a assessoria não soube informar o nome da firma, o local onde está instalada e nem a modalidade de licitação usada para prestação do serviço.
Por Felipe Azevedo/Agência Miséria
Miséria.com.br

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